terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O que mais me Irrita!

Há uns meses atrás alguém me perguntou qual era a coisa que mais me irritava. Dei por mim num brainstorming imenso e a lançar todo o tipo de respostas. Irritavam-me as pessoas que culpavam todos os males do mundo na crise; mentiras; ter medo do desconhecido; doenças; atrasos; maldades; “filosofias baratas”; ser ignorada; não ter nada para fazer; procrastinação; indivíduos a quem emprestava livros e devolviam-mos estragados; chamadas longas; receber mensagens de texto só com uma palavra. A lista tinha potencial para continuar durante muito tempo. 
Nessa altura enquanto a minha amiga me ouvia pacientemente, sentadas numa esplanada, vi um sujeito quase a atropelar um cão. Ele viu o cão e não parou, decidiu continuar a conduzir. Não fosse uma criança que estava por perto a assustar o animal, este sujeito ia mesmo passar por cima dele. Quando lhe perguntei se não tinha visto o animal, ele respondeu-me secamente:
- É só um vadio! 
Fiquei chocada e foi nesse momento que me apercebi qual era a coisa que mais me irritava: a ignorância. Neste caso a ignorância deste sujeito ao pensar que um animal abandonado não tem o direito à vida.
Não me refiro a ignorância no sentido de ser iliterário, mas sim aqueles indivíduos que preferem não adquirir conhecimentos, pois têm a mente repleta de ideias falaciosas e recusam-se a mudar de opinião, nem mesmo quando estão a ser absurdos. O que faz um ser humano pensar que pode tirar uma vida quer seja esta humana ou animal? Na minha opinião, é porque habitamos num mundo repleto de ignorantes e fica comprovado que ter cada vez mais acesso a informação, a qualquer minuto, não torna a população mais inteligente. E isso irrita-me. 
Talvez para algumas pessoas a ignorância seja realmente uma bênção, mas para essas deixo a seguinte mensagem de Leonardo Da Vinci - Chegará o dia em que o homem conhecerá o íntimo dos animais. Nesse dia um crime contra um animal será considerado um crime contra a própria humanidade.
Texto escrito no âmbito do Campeonato Escrita Criativa com o tema:  Liste coisas que o irritem. Depois escolha uma e escreva sobre ela.

                                                                                                                           Imagem retirada de Visualize Us

sábado, 8 de fevereiro de 2014

“Se não arriscares nada, estás a arriscar muito mais...”


Hesito. Ouço o eco vazio de uma promessa que fiz e que se repete infinitamente: arrisca, não desistas. Mas o medo é mais forte apesar de saber que estou a sabotar a oportunidade de ser feliz. Porque é que destruímos uma hipótese de construir uma vida melhor só porque temos medo de arriscar? Porque é que preferimos viver num marasmo emocional onde tudo o que resta é a apatia e a indiferença? Quando é que vamos perceber que ao não arriscar nada, estamos a arriscar tudo o que poderíamos ter ou vir a ser? 
É este o modus operandi do ser humano. Desde o dia do nascimento que estamos vivos, mas estaremos mesmo a viver? Ou seremos apenas cadáveres à espera de morrer? Crescemos amarrados a um conjunto de regras e o que acontece a quem se atreve a quebrá-las? Será mais feliz? Atingimos metas e objetivos, trabalhamos para isso, esperando o sucesso, a riqueza e a luxúria. Tenho um sonho, mas quando penso nisso, a probabilidade de falhar é enorme e então resigno-me ao comodismo. É mais fácil viver com segurança, sabendo que amanhã não me espera nenhum abismo. O inesperado e o desconhecido assustam. Assim estás bem
- Vais construir uma família, ter um carro, uma casa, um curso, trabalhar arduamente para sustentar os vícios e depois terás o descanso merecido. – Dizem-me.
E depois vou morrer e nesse momento é que me vou aperceber que deveria ter lutado. Vou arrepender-me de não ter dado azo aos meus sonhos e de ter preferido a conjuntura de normas que escolheram quando eu nasci. Vou ter inveja dos corajosos e perceberei, desgostosa, que não posso voltar atrás e que o tempo terminou. Não há mais oportunidades. Vou desejar poder dar um passo em direção ao abismo, fechar os olhos, respirar fundo e acreditar. Acabou-se. Não arriscaste, perdeste tudo. Perdi muito mais do que o que alcancei.  
Acordo repentinamente com o rádio a tocar Maria Bethânia. 'Debaixo d'água, protegido, salvo, fora de perigo. Aliviado, sem perdão e sem pecado, sem fome, sem frio, sem medo, sem vontade de voltar, mas tinha que respirar'. Percebo que afinal o fim ainda não chegou e que me posso libertar das amarras que me impedem de respirar. Posso encher os pulmões de ar e saltar para o abismo que me espera.

Texto que escrevi para um Campeonato de Escrita Criativa.

                                                                                                     Imagem retirada de sobreavida.com.br

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Uma Revelação...

Tenho Psoríase. É uma doença crónica, incurável e não contagiosa. 
Eu moro num meio pequeno e, como devem depreender, nem sempre as marcas na minha pele foram vistas com 'bons olhos'. 
Apesar de ainda existirem dias em que só me apetece me enfiar na cama e lá ficar, agora sei que não me posso esconder e que não devo ter vergonha da minha pele. Vou ter que viver com ela até ao final da minha vida e, por isso, mais vale não estar chateada comigo própria.

Há uns meses atrás escrevi este texto que demonstra exactamente o que sinto e o que sentia em relação a esta doença. 

Há cerca de dez anos senti que era apenas uma personagem a viver a vida de outra pessoa. Uma pessoa que não tem cara, não tem nome, nem personalidade e que não tem sentimentos. Um alguém que ataca quando menos se espera. A psoríase.
A Psoríase é uma doença crónica que se manifesta na pele. É incurável, mas não é contagiosa. Acordei e a minha pele já não era a mesma.

Confesso que fiquei assustada quando apareceram os primeiros sintomas. Chorei quando soube que era incurável porque só aí é que tomei consciência que isto era algo permanente. Chorei, fechada no meu quarto, de medo e de raiva.
Como é uma doença que se torna visível aos olhos de todos, é difícil se sentir aceite. Descobri a maldade nas pessoas e descobri, da pior maneira, em quem podia confiar e quem devia eliminar da minha vida. Seguidamente vieram os comentários de pessoas que considerava ser amigas e nenhum era agradável. Nessa altura, a única defesa que encontrei foi esconder-me de mim própria. Tentava disfarçar as marcas na pele com maquilhagem e fingia que a opinião dos outros não me incomodava. Não ia à praia, usava camisolas de mangas compridas no verão e o sentimento de vergonha era terrível.
Alguns anos depois apercebi-me que a minha atitude em nada ajudava a minha saúde e foi aí que mudei a minha vida. Em vez de esconder e de ter vergonha da minha pele aproveitei para ensinar todos aqueles que se mostravam curiosos e isso tornou-me mais madura. Deixei de disfarçar as cicatrizes na pele com maquilhagem e comecei a fazer tratamentos mais frequentes. 
Lutei muito para ser aceite. Ainda me revolto e tantas vezes pergunto “Porquê a mim?”. Nunca vou saber a resposta a esta questão, mas tenho uma certeza. A convicção que quero ver esta doença se libertar das amarras do estigma, do desconhecido e do preconceito que lhe está associada.

                                                                        Imagem retirada de Healing Alopecia Areata

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Descobri que tenho talento #2

Hoje aventurei-me a fazer os meus próprios bombons de uma receita inspirada do site Petit Chef
Fiquei surpreendida porque é fácil e é rápido! Usei uma forma de silicone do chinês, aos corações, e duas outras que eram cuvetes de gelo.
Deixo aqui a receita e uma imagem do resultado final. 

Ingredientes (a mim deu 35 bombons):

  • 4 tabletes de chocolate branco (usei da marca Continente pois eram superrrrr baratos);
  • 2 colheres de chá de manteiga;
  • Usar um recheio à escolha (eu usei, alternados, cereais muesli e doce de ginja).
Derreter o chocolate e a manteiga em banho-maria (método recomendado para não queimar o chocolate). Deita um pouco no fundo da forma, só para a cobrir, colocar o recheio e depois preencher até cima com o chocolate. 
Colocar no frigorífico durante cerca de 2 horas para garantir que ficam bem durinhos.


Eu gostei do resultado final. 

P.S: Não é boa ideia para quem quer deixar de comer porcarias (COMO EU), mas que se lixe, o que interessa é ser feliz!! 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A Praxe...

Com a tragédia que se sucedeu no Meco, o assunto Praxe voltou novamente à 'baila' e, depois de tudo o que já li e ouvi, aproveito para deixar a minha opinião acerca do assunto. 
Fui praxada quando entrei na Universidade, por vontade própria, pois ninguém me intimidou a tal. Ouvia sempre falar de um tribunal de praxe para os que negavam, mas isso são tretas por aqui (desculpem o termo). 
A praxe a que foi submetida consistia em andar de um lado para o outro, fazendo jogos ou interagindo com estudantes de outros cursos. Nunca fui humilhada e sempre que não queria fazer algo, não fazia e ponto final! Por exemplo, no que tocava a pinturas faciais, negava-me e ninguém me tocava. Um bâton não foi feito para se colocar na testa.  
Com esta praxe, concordo. Eu era uma miúda extremamente tímida, com muita dificuldade em socializar e ser praxada até que me ajudou a ultrapassar isto. Conheci muitas pessoas e diverti-me imenso. Nunca quis praxar.
Mas esta praxe comparada com o que se tem ouvido dizer, é uma brincadeira inocente.

O que tenho lido acerca do que aconteceu no Meco, já me parece outra coisa. São pessoas obcecadas que vivem a praxe como se fosse um ritual ou, pior, uma seita. Pactos de silêncio? Qual é o sentido disto? Qual é o sentido de se integrar numa universidade, entrando no mar à noite? E quem raio é um 'Dux' para se achar 'dono' da vida dos outros? 
Não culpo o tal 'Dux' da morte dos colegas, acredito que ele já se deve estar a sentir bastante mal. Eu não imagino como se recupera de uma coisa destas. A minha opinião é que todos tiveram culpa nesta situação. Eram todos adultos e maiores de idade. Sabiam os perigos de entrar no mar, certo? Se de dia já é um perigo, durante a noite, é mesmo loucura. 
Pode-se alegar que os jovens tinham medo de recusar uma ordem e que poderiam ser prejudicados na Universidade, mas preferia arriscar isso que a minha própria vida. Enfim, acho que foi um acto irresponsável por parte de todos os jovens e que acabou como todos nós sabemos.

Não acho que a Praxe deve ser banida, pelo simples facto de, por vezes, ajudar (como foi o meu caso). Acho é que as Universidades deviam ter mais controlo e deviam estabelecer regras que devessem ser aplicadas e castigos severos para quem não as cumprisse. É óbvio que nem todos iam cumprir, mas certamente traria uma rédea mais curta para que estas situações não se repetissem.

Sejam civilizados e aprendam a respeitar a dignidade humana!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Blog Recomendado pela Fox Life...

Já tinha visto por aqui uns blogs recomendados pela FOX Life e pensei: porque não tentar a minha sorte? 

Na sexta-feira passada enviei um e-mail e obtive resposta positiva hoje. A partir de agora também o meu blog é recomendado. *yay*
Nunca imaginei que obtivesse uma resposta tão cedo e muito menos que aceitassem um blog com tão pouco tempo de existência, mas é mais uma motivação para continuar aqui a escrever. 

Fiquei mesmo contente com isto. Eu costumo dizer a toda a gente que a minha televisão só tem UM canal: o canal 62 da Zon, a FOX Life e sou DEVORADORA de séries. Sigo praticamente todas, por isso conseguem imaginar a minha alegria neste momento!

Obrigada! 

                              Selo cedido pela FOX Life



sábado, 25 de janeiro de 2014

Descobri que tenho talento #1

Recentemente descobri que tenho algum talento para a cozinha. Durante anos não me aproximei do fogão pois achava que era uma desgraça, afinal, só me faltava um pouco de vontade e de motivação. Agora já consigo fazer queques sem precisar de uma receita (não é grande coisa, mas para uma tótó na cozinha como eu, é um FEITO).
Hoje fiz Queques de Pêra com Morangos e Chia. É uma receita praticamente saudável e com pouca gordura. Ah! E aparentemente as sementes de chia são um poço de saúde. Conseguem ajudar a reduzir as gorduras e baixar o colesterol. 
Deixo aqui os ingredientes e uma foto do resultado final. 

Ingredientes:
  • 1/2 chávena de farinha de trigo (sem fermento);
  • 1 chávena de gérmen de trigo;
  • 1/3 chávena de sementes de chia;
  • 2 colheres de chá de fermento em pó;
  • 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio;
  • 1 colher de canela;
  • 1 pitada de sal;
  • 1 pitada de noz moscada;
  • 1 ovo;
  • 1/3 chávena de açúcar mascavado;
  • 1/4 chávena de azeite;
  • 1 chávena de pêra (em puré) - pode ser também maçã;
  • 1/2 chávena de bebida de soja;
  • 1 colher de chá de essência de baunilha (opcional);
  • Raspa de meio limão (opcional);
  • 5 morangos cortado aos cubos.


Pré-aquecer o forno a 180ºC. 
Numa taça grande misturar a farinha, o gérmen, chia, fermento, bicarbonato, canela, sal e a noz moscada.
Numa taça pequena misturar o ovo, açúcar, azeite, pêra, baunilha, soja e raspa de limão. Verter o conteúdo desta taça para a maior e misturar tudo até ficar homogéneo. 
Deitar em formas para queques e por cima, colocar os cubos de morangos pelas várias formas.
Deixar pelo menos 20 minutos no forno até abrir (para não abater) e ir verificando com um palito quando estão cozidos.


Espero que gostem! 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Mal posso esperar...

Daqui a sensivelmente 15 dias vou de "férias cá dentro". Estou a precisar de espairecer num sítio diferente, longe da cidade onde moro. Aqui, nada é longe, mas o orçamento não dá para mais. 

Sou uma rapariga que gosta da rotina, não gosto de mudanças súbitas e odeio o desconhecido. Talvez seja uma chata ou talvez seja apenas medo de enfrentar o que não conheço. Ainda não sei. Mas de vez em quando sabe bem fazer algo diferente. 
Espero que este sítio seja como estou a pensar: tranquilo, frio e acolhedor. Já me estou a imaginar ali sentada, com o meu livro, tal como eu gosto.   

                                                                                                                                                                 (Imagem retirada de: hoteis.pt)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Investigadores compararam Facebook a doença infecciosa....

Investigadores da universidade norte-americana de Princeton compararam a rede social Facebook a uma doença infecciosa que se espalhou e está agora em vias de desaparecer, podendo perder até 80% dos utilizadores até 2017.
A conclusão é de dois estudantes de doutoramento em engenharia mecânica e aeroespacial daquela universidade e os resultados estão agora abertos a avaliação pelos pares antes de serem oficialmente publicados.
Baseando-se na expansão e posterior desaparecimento do MySpace, precursor do Facebook, John Cannarella e Joshua Spechlere estimam que a rede social mais importante do mundo, que reuniu mais de 1,1 mil milhões de utilizadores nos seus quase dez anos de existência, dirige-se para uma queda brutal.
"Está provado que as ideias, como as doenças, se propagam de forma infecciosa entre as pessoas, antes de morrerem, e isso foi descrito com sucesso pelos modelos epidemiológicos", escreveram os investigadores.
Os cientistas aplicaram um modelo epidemiológico modificado para descrever a dinâmica dos utilizadores das redes sociais, utilizando dados do Google que são do domínio público.
A conclusão do estudo é que o Facebook, cujas ações alcançaram na terça-feira os 58,51 dólares, alcançou o seu pico em 2012, e deverá agora "conhecer um rápido declínio", corroborando estudos segundo os quais os mais jovens utilizadores da rede social começaram a deixá-la em 2013.
"O Facebook deverá conhecer um declínio rápido nos próximos anos, diminuindo 20% face ao seu tamanho máximo até dezembro de 2014", escrevem os autores do estudo.
Segundo os investigadores, a rede social deverá perder "80% da sua base de utilizadores máxima entre 2015 e 2017".
Até agora, a rede parece estar de boa saúde e o aumento do preço das ações do Facebook fez de Sheryl Sandberg, a diretora de operações da empresa, uma milionária.
Mark Zuckerberg, de 29 anos, criador e presidente da empresa, tem uma fortuna estimada em 19 mil milhões de dólares.
Fonte: JN 

Acho que é um título um pouco sensacionalista para o conteúdo da notícia, mas é verdade. O Facebook, para mim, é mesmo como uma doença infecciosa e pensando bem agora, nunca me trouxe nenhuma alegria ou satisfação (muito por minha culpa).

                                                                                                                                 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Isto inspira-me... #1


"Smile though your heart is aching
Smile even though it's breaking
When there are clouds in the sky, you'll get by
If you smile through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll see the sun come shining through for you"

Nat King Cole - Smile 
Letra: Charlie Chaplin

Esta música é simplesmente fantástica e deixa-me sempre com um sorriso.